Tive dificuldades em classificar a minha proposta musical de hoje. A melodia tem salero e rumba em doses equilibradas, envolve-nos numa ambiência que até parece que estamos no sul de Espanha e os rapazes cantam bem. O António, além de ter uma valente penca, é gitano. O Alejandro não o é, portanto é um gajó. Pero és Alejandro qué tiene una voz vibrante, llena de gitanidad. A letra é mais impressiva cantada do que lida, por isso transcrevo-a, apenas, em parte. O video clip, além de ter uns figurantes enigmáticos que aparecem de vez em quando, meio a despropósito, está longe de me comover: aquele olhar do António para a camera não me convence, o play back é fracote e o Alejandro ri demasiado, tendo em conta que se canta a desgraçada dos emigrantes.
A balança descai, enfim, para o lado do piroso, mas gosto.
1914
Há 1 dia
5 comentários:
Sim é piroso... em espanhol as coisas parecem sempre mais pirosas, do que em qualquer outra língua, não sei porquê! Pensemos na quantidade de músicas em inglês que cantamos e que adoramos, mas cujas letras não estão muito longe de umas portuguesas que detestamos, por terem letras pirosas!
Um beijinho piroso de quem gostou desta...
e obrigado aos comentadores de serviço, Pedro e Sofia!
É pá óh Miguel desculpa lá, nem se trata de ser ou não piroso (que é..) o que eu acho é que é mais uma musiquinha igual a tantas outras.
O piroso pode ser piroso mas ter alguma diferenciação, algum mérito.
Exemplo: Julio Iglesias.
Musica: Crazy.
Só um, entre muitos.
Não sei se estás de acordo, pá...
olá Manel.Vou colocar aqui, um dia destes, essa tua proposta pirosa.
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